Meditação

O EGO DIVINO

A meditação é a prática ou instrumento de apoio, para nos libertar da identificação com o sofrimento, aliviar as dores, afastar as necessidades, transformar a paixão – a luxúria do corpo físico e mental e do mundo material – e nos aproximar da clareza do ser. Ela nos conduz por meio da sabedoria intuitiva à consciência do corpo causal, nos libertando assim dos obstáculos à felicidade e nos permitindo a identificação com o observador ou o ego divino , o reflexo individualizado do Universo que nos permite viver em bem-aventurança.

A palavra sânscrita “Klesha” significa perturbações da alma ou “Forças Psicológicas que se opõem à Alma” e impedem de vivermos nas delicias da bem-aventurança. O yogue que busca a iluminação ou perfeição precisa primeiro se livrar dos 5 obstáculos ou perturbações definidos no Yoga Sutras:
-Aavidya ou ignorância
– Asmita ou ego, egoísmo
– Raga ou apego
– Dvesha ou aversão
– Abhinivesha ou apego ao corpo

Desses cinco “inimigos psicológicos” percebo que a maior dificuldade das pessoas seja, de inicio entender e depois dominar, o que chamamos de ego ou egoísmo. Patanjali, o autor dos famosos Yoga Sutras (aforismos do yoga) descreve o Ego da seguinte forma: ” O egoísmo é o ato de identificar o observador (a alma) com os instrumentos da visão”.
Sobre essa definição de Patanjali, o amado mestre Yogananda nos esclarece que o que chamamos de Ego é a própria alma esquecida do Eu verdadeiro, esquecida do Eu divino, que se mantém identificada com as ilusões, com as percepções dos instrumentos do corpo e da mente.

Portanto, o ego é formado pelo conjunto dos comportamentos humanos quando identificados com conceitos, ideias de dualidade ou de separação. Os conceitos de bem e mal, erro e acerto, manifestados na mente e nos sentimentos como ideia de perde-ganha dentro do mundo material, são constantemente enviados para o corpo. Essa interação conduz a toda espécie de manifestações negativas, o que conduz à sofrimentos físicos e emocionais humanos. O Ego nega a bem-aventurança da alma, não confia, tem medo da vida, das experiências.

Quando se pratica a meditação diária, esse sentido do “eu egóico” começa a se expressar por meio da sabedoria intuitiva e segundo o mestre Yogananda, este torna-se o ego discernidor puro ou o Ego Divino, sua expressão suprema, a alma, que é o reflexo individualizado do Espírito.

O Ego Divino é quando se alcança autoconhecimento, o conhecimento se si mesmo, é quando a alma consegue manter-se identificada com a onisciência e onipresença do seu Espírito, usando apenas a mente e o corpo físico como instrumentos ou meios de comunicação. Assim, consciente e amorosamente pode se comunicar com o mundo em perfeita comunhão.

Deva Shabdam Janete

Deva Shabdam Janete

Janete Legale Lima é uma filósofa baiana, que passou boa parte da vida no Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Por causa da sua sensitividade foi buscar sabedoria em várias fontes científicas e místicas. Com todo este tempero, não poderia se tornar uma pessoa comum. Ainda jovem, largou tudo e foi passar um ano com o mestre Osho, no Oregon, EUA, que muito lhe ensinou e lhe deu o nome Deva Shabdam, a Palavra Divina.
Hoje, Deva Shabdam Janete atua como professora de Yôga e meditação, taróloga e Renascimento - uma prática com respiração para cura física e despertar espiritual que aprendeu com terapeutas de Osho e com Leonardo Orr. Contato: janetellima@yahoo.com.br

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