Vida e Bem Estar

NOVIDADES NA CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

Nos dias 26 a 28 de agosto, aconteceu a primeira edição da Expo Arquitetura Sustentável, em São Paulo, evento que deve se tornar um dos maiores dirigidos ao mercado da construção civil, com o foco na sustentabilidade e eficiência ecológica. O arquiteto Gugu Costa, da Arquitetura da Terra, empresa especializada em bioconstrução, foi conferir e contou para nós as novidades que mais chamaram a sua atenção.

No geral, Gugu Costa saiu muito satisfeito com o que viu na feira. Parece ficar claro que onde existe mercado, existe pesquisa e desenvolvimento e a maioria das novas soluções são melhor aplicadas em construções maiores, onde o ganho de escala garante um “payback” mais rápido. Como estamos falando de altos consumos, quanto maior a economia e a adequação ecológica, melhor. Afinal, nas grandes cidades a população ainda gasta a maior parte do seu tempo e, consequentemente, consumo recursos, nos escritórios e indústrias.

Gugu Costa comentou que viu muita coisa pensada para resolver o problema de edificações existentes, principalmente, as de baixa qualidade como, por exemplo, uma argamassa que consegue climatizar. Através de uma mistura de cimento e cerâmica, a aplicação de uma camada de 2 cm desta argamassa consegue fazer um grande abatimento da temperatura interna, melhorando a qualidade de vida dos ocupantes. Nesta mesma linha, foram apresentadas algumas tintas também com esta capacidade de conter a radiação e que podem ser utilizada até em superfícies de metal. Infelizmente, apesar de algumas destas tintas trazerem a sofisticada nanotecnologia em sua composição, a maioria ainda possui  base acrílica, cuja química envolvida é prejudicial a saúde. Parece que ainda não inventaram nada tão adequado como as paredes verdes que protegem e purificam o ar, tornando o ambiente realmente saudável para as pessoas. Para os que não podem se dar a este luxo, estes novos produtos são uma solução.

Por outro lado, algumas tecnologias existentes, como a descarga à vácuo dos banheiros de avião, que utiliza somente 1 litro de água por disparo contra os 6 litros usuais, e os pisos em estruturas tridimensionais de grades plásticas, tecnologia muito utilizada em pavimentações para eventos,   são agora também uma alternativa para o asfalto. Estes pisos podem ser preenchidos por pedra rolada, grama e outros materiais, diminuindo o impacto da impermeabilização do solo que tem sido muito danoso para o meio ambiente. Alguns destes pisos podem ser até adaptados para serem coletores de água, algo muito interessante para condomínios, por exemplo.

Também vale ressaltar a evolução da tecnologia local para o teto verde, que climatiza a edificação, proporciona isolamento acústico e ainda purifica o ar. Os benefícios coletivos são tantos que algumas cidades do mundo até oferecem benefício fiscal para quem tem teto verde nas suas residências. As estruturas hidropônicas são a novidade neste tema, pois oferece uma estrutura mais leve.

De qualquer forma, a construção deste tipo de teto requer muito profissionalismo. É necessária a aplicação de geomembranas, que são substâncias muito impermeáveis e que, normalmente, são utilizadas em aterros sanitários, pois a terra tem acidez, microrganismos, e o material tem que resistir. A obra precisa ser muito bem executada e nem por isso custa tão mais caro mediante os benefícios conquistados. Segundo Gugu Costa, apenas cerca de 15% a mais do que um teto regular, quando feito do zero e é previsto para durar 100 anos!  O sistema hidropônico é mais leve, mas é mais caro e é mais adequado a superfícies maiores.

O lado negativo do evento foi que o foco da exposição foi mais em infraestrutura, nos grandes empreendedores e empreendimentos. O mercado de acabamento e as pequenas empresas ainda não se fizeram presentes. Empresas brasileiras que produzem resinas a base de fibra de banana ou pastilhas com cascas de côco, não estavam expondo os seus produtos. Algo a ser considerado e revisto pelos promotores do evento, pois uma feira que possui um pilar na sustentabilidade tem, por princípio, a obrigação de ser democrática e inclusiva. Ser sustentável é muito mais que ser ecologicamente eficiente. É ter um novo olhar, com novas soluções que respeitem e integrem o ser humano, o meio ambiente e a economia. Regrinha básica para qualquer coisa ser realmente sustentável.

 

Gugu Costa

 Gugu Costa, como ele mesmo se denomina, é um arquiteto da terra.

Como profissional, Gugu está convencido que a bioconstrução  responde a  todas questões de sustentabilidade da Construção Civil e todas nossas necessidades de conforto na  habitação. Na sua empresa, a Arquitetura da Terra, utiliza sua técnica em construções urbanas e rurais, de casas e escolas até  estabelecimentos comerciais e aldeias indígenas. 

Contato: gugu@arquiteturadaterra.com.br         Facebook: Arquitetura da Terra

 

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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