O Programa MindTraining tem como objetivo auxiliar o mundo corporativo a se preparar para as novas demandas da sociedade por este estilo de vida mais saudável, consciente, sustentável e com melhores resultados para todos.

No modelo corporativo tradicional, geralmente temos a visão da pessoa, do processo e do resultado, e as decisões tendem a ser tomadas a partir de experiências passadas, repetindo formatos que deram certo, num modo operacional reativo, pouco criativo e inovador. Acreditamos que esta visão não considera a interdependência e tem um ponto cego que dificilmente é trabalhado: o estado interno no qual operamos, nosso mindset, que pode comprometer totalmente o resultado de qualquer ação, por melhor que tenha sido planejada. Por isso, a tomada de consciência da existência deste mundo interno , ou seja, da “mente” que comanda as ações, é vital para uma visão mais integral da realidade. Um estilo de vida Mindful, integrando corpo, pensamentos e sentimentos é a tendência deste milênio.

MINDFUL REVOLUTION

O estilo de vida moderno, multitarefa e com excesso de informações, está sobrecarregando a nossa mente e causando danos a saúde. Não há tempo de assimilar e organizar tudo .
A prática de atenção plena tem como objetivo trazer a mente para o “agora”, reconectando a pessoa com a sua “presença” e interrompendo por alguns minutos os processos mentais automáticos, que sobrecarregam e estressam o sistema. Desta forma é possível adquirir maior clareza mental e foco.

O Programa de Mindfulness criado pelo Dr. Jon Kabat-Zinn (Ph.D. e professor emérito da University of Massachusetts Medical School) , o MBSR – Mindful Based Stress Reduction, um protocolo de apoio a pacientes com estresse, lançado na década de 70, acabou por difundir mundialmente o termo Mindfulness, em função da sua demanda crescente, tendo em vista ao aumento no número de pessoas com transtornos mentais.

Atualmente, utilizamos o conceito do “ser mindful”, ou seja, procurar estar sempre presente, atento e consciente do mundo externo e interno, sendo que esta nova consciência traz demandas adicionais. O mindfulness ou meditação em atenção plena serve como prática de estabilização da mente e reconexão ou reconhecimento de si mesmo. Por isso, muitas vezes é recomendável agregar práticas de meditação investigativa e de compaixão-autocompaixão, entre outros.

O QUE É MINDFULNESS?

O mindfulness é uma releitura do ocidente de práticas de meditação budistas. São técnicas simples que tornam a mente:

• Mais consciente, atenta e conectada ao momento presente;

• Mais objetiva, clara e aberta para agir, fazer escolhas e tomar decisões mais conscientes;

• Capaz de equilibrar de forma mais saudável a relação entre pensamentos, emoções, ações e hábitos mentais.

Mindfulness é indicado para todas as pessoas, independente do nível de stress*. A simplicidade da técnica permite a incorporação da prática nas atividades cotidianas e o enfrentamento dos desafios diários.

*não é recomendado para pessoas com distúrbios mentais severos, sem acompanhamento médico.

Há mais de 3000 pesquisas sobre Mindfulness feitas por universidades como Harvard e Oxford, sendo comprovado benefícios como:

• Maior foco e criatividade;
• Diminuição do nível de ansiedade e stress;
• Melhora do sistema imunológico;
• Melhora na habilidade de lidar com problemas;
• Estabilidade emocional (resiliência emocional);
• Melhora do processo cognitivo;
• Desenvolvimento da consciência corporal;
• Promove e estimula o autoconhecimento;
• Mais leveza, relaxamento e calma.

ALGUNS DADOS DE PESQUISA SOBRE A REALIDADE ATUAL DOS DISTÚRBIOS E DOENÇAS DA MENTE.
 
O Brasil é o segundo país com maior nível de stress no mundo: 3 em cada 10 brasileiros sofrem de stress ou síndrome de “burn out”, conforme estudo feito pelo International Stress Management Association (1)
 
“Quase 30% dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo apresentam transtornos mentais, de acordo com um estudo que reuniu dados epidemiológicos de 24 países. A prevalência de transtornos mentais na metrópole paulista foi a mais alta registrada em todas as áreas pesquisadas. O trabalho faz parte da Pesquisa Mundial sobre Saúde Mental iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que integra e analisa pesquisas epidemiológicas sobre abuso de substâncias e distúrbios mentais e comportamentais. O estudo é coordenado globalmente por Ronald Kessler, da Universidade Harvard (Estados Unidos).” (2)
 
“Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) investigou a origem dos principais distúrbios que acometem a saúde mental da população de cidades com mais de dois milhões de habitantes. Segundo o estudo, 7 entre cada 10 moradores de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte revelam que sentem algum tipo de transtorno psíquico  com frequência.  A pesquisa foi feita com cerca de duas mil pessoas que tenham entre 20 e 50 anos. Em entrevista, a presidente do IPOM, Myriam Durante, relata os sintomas dos transtornos psíquicos: respiração curta e ofegante, mãos frias e úmidas, músculos rígidos no pescoço, alterações de sono, apetite e libido.” (3)
                        
“Paradoxo estranho. Por um lado, baixo investimento, estudos pouco recentes, predominância acadêmica, pouca adesão e representatividade das empresas, segmento ainda em estágio inicial de sedimentação e profissionalismo. Por outro lado, custos astronômicos do stress ocupacional no mundo inteiro. No Canadá, a conta anual passa de U$ 14,4 bilhões (2001); na Europa, 20 bilhões de euros (2005); nos EUA, U$ 300 bilhões (segundo o American Institute of Stress, 2004). Notem que a dimensão é de bilhões. Bilhões de prejuízo, de recursos utilizados para correção de problemas, de baixa produtividade. Ou seja, impacto econômico, de desenvolvimento, financeiro, social e humano. Na média, 30% são custos médicos; 70% de efeitos na produtividade. No Brasil, estima-se que os custos estejam em torno de 3,5% do PIB (o que parece baixo ou mal medido quando olhamos para os números de outros países), sendo que pesquisas indicam que 70% dos nossos trabalhadores estão estressados, e 30% destes com chances de evolução para o chamado burnout (quadro extremo de falta de esperança, atitudes extremas, esgotamento,  despersonalização, afastamento do trabalho por longos períodos ou em definitivo).” (4)
 
 
1. https://noticias.r7.com/saude/brasil-e-segundo-pais-com-maior-nivel-de-estresse-do-mundo-mostra-pesquisa-04102012
2. http://agencia.fapesp.br/grande_sao_paulo_tem_alta_prevalencia_de_transtornos_mentais/15215/
3. (Trecho de entrevista para a CBN)
4.http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/muito-trabalho-pouco-stress/2012/06/24/stress-problema-seu-da-sua-empresa-e-de-toda-a-sociedade/