Meditação

MEDITAÇÃO. QUANTO MAIS FUNDO, MELHOR.

Acabo de assistir um trecho de um vídeo onde Krishnamurti fala sobre a meditação e as inúmeras formas de meditar: zen, tibetana, transcendental, hinduístas, guiada e se fosse hoje, certamente teria incluído o mindfulness. O ponto interessante que ele levanta é que uma coisa são os métodos disponíveis para a prática, todos simples e acessíveis. Outra é o significado do que é a meditação. Krishnamurti como sempre tem razão e vale a reflexão.

Muito antes dos cientistas provarem que as práticas meditativas relaxam a mente, e desta forma promovem não apenas um bem-estar imediato como também auxiliam no processo terapêutico de inúmeras doenças, a meditação era praticada como um método de introspecção para se encontrar a própria essência da natureza humana .

Para as pessoas que praticam a meditação com este fim, inúmeras horas de prática são necessárias porque existe um processo orgânico e gradual que passa pela estabilização da mente, a familiarização com a mente, a compreensão dos seus mecanismos até que se alcance os seus pontos mais escuros e escondidos, e uma grande capacidade de concentração de energia em um ponto focal.

Assim, depois de muito trabalho nestas camadas e trazendo cada uma ao nível de consciência, o que se espera é que, em algum momento, se possa alcançar a nossa fonte de energia primordial, que é pura e é vazia de informação. Onde o 0 e o 100% realmente coexistem. Um espaço onde o tudo e o nada são literalmente a mesma coisa.

Os yogues tântricos, assim como praticantes de algumas outras escolas como a kaballah, meditam muito porque sabem que conforme amadurecem na prática vão conquistando um profundo conhecimento de si mesmos e de tudo a sua volta, a ponto de compreenderem como fazem as doenças no seu corpo, porque as coisas são como são a sua volta e, desta forma, vão conseguindo um grande controle da sua mente e consequentemente das suas vidas.

Buscar a reconexão com a fonte, perseguir um estado búdico através da meditação, nada mais é que buscar a plenitude. Algo que só se consegue com a completude, se tornando um ser integral.

É necessário trazer toda a dualidade interna a um nível de consciência, num ponto aonde o que antes eram dois se torna um, pois já não estão mais em guerra. Na verdade, nunca estiveram além da imaginação humana.

Portanto, no meu ponto de vista particular (ressalto mesmo sendo meio redundante), a meditação é o único caminho para que a humanidade volte a retomar o seu poder interno, através do aumento de consciência de quem realmente somos e, assim, parando de sermos vítimas dos acontecimentos externos criados por nós mesmos.

A meditação é uma ferramenta metafísica para se estudar a ciência da mente, que está ao alcance de todos. Ganhar em qualidade de vida, nos tornarmos mais calmos, atentos, felizes, produtivos, empáticos e menos reativos, é apenas a ponta do iceberg quando se fala de meditação. O que está lá embaixo é toda a grandeza e a potência de ser humano.

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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