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FELICIDADE E FLUXO NO CAMINHO DA PROSPERIDADE

Se existe algo que eu tenho dedicado o meu tempo, nos últimos anos, é em autoconhecimento focado no meu desenvolvimento como ser humano, para me tornar uma pessoa melhor para mim mesma e para o mundo; em me conhecer profundamente através da meditação, que me conecta com o plano espiritual; em sorver sabedoria das filosofias antigas e das novas tecnologias; em observar o mundo, os seres e os fenômenos que nos cercam.

Sou daquelas pessoas bem chatas e persistentes, que enquanto não compreendo algo completamente, fico com aquilo na cabeça até o momento “ahaa”. E tem muitos temas que ainda me deixam um pouco aflita por não ter clareza ou realizado interiormente o seu significado, de uma forma que me convença, como: felicidade, abundância, prosperidade, humildade, propósito e por aí vai.

Por exemplo, passei boa parte dos últimos 10 anos, introjetando o conceito de que a felicidade e a plenitude estão dentro. Algo que já experimentei, mas não consigo manter com facilidade diante os desafios da vida. Nesta linha, que não adiantava buscá-la fora, no mundo das coisas e seres, porque uma hora se tornaria insuficiente. Que a natureza do prazer, que a gente costuma confundir com felicidade é a mesma do sofrimento, porque tudo é impermanente e, portanto, acaba cedo ou tarde, e assim por diante.

A primeira coisa que fiz, até obrigada por escassez de grana, foi parar de buscar prazer nas compras. Quem me conhece bem sabe que já fui uma consumidora e tanto, e confesso que demorou alguns anos para sair de um shopping sem comprar nada e não me sentir mal, como se um braço estivesse faltando. E esta foi apenas a primeira etapa, a mais grosseira. Porém, foi esta que me conduziu à segunda e mais complicada. A parte onde paramos de buscar a felicidade na aprovação dos outros.

É neste momento que podemos ou não perceber que, na verdade, estamos infelizes com quem somos, sem convicção sobre o que pensamos acreditar, como confundimos quem somos com o que estamos fazendo, e que isso está dizendo muito sobre todos os assuntos pendentes conosco mesmo em nossa vida. Acima de tudo, percebemos que existem partes de nós que rejeitamos, ao invés de buscarmos uma compreensão mais profunda para as integrarmos com amor.

Recentemente, o tema felicidade ficou ainda mais latente. Principalmente, porque num mundo cheio das aparências das redes sociais, começaram a se destacar as pessoas que estavam felizes de verdade porque estas prosperavam em todos os sentidos, sem fazer esforço aparente. Tudo parecia acontecer: amor, carreira, família, saúde. E o que elas faziam: simplesmente estavam felizes (na minha interpretação, estado de satisfação genuíno, onde não existe a falta) e viviam no fluxo.

Aqui começa um ponto a ser explorado. Existe uma diferença entre estar em sincronicidade com as coisas e viver no fluxo. A sincronicidade existe e sempre fez parte da vida, apenas não estávamos atentos para isso. Talvez esteja apenas ficando mais visível para que comecemos a tomar consciência de que atraímos o que pensamos e, por isso, nossos pensamentos merecem a nossa maior atenção.

Perceber a sincronicidade tem esta associação clara com algo que pensamos ou que desejamos conscientemente. O fluxo não está atrelado a pensamentos, simplesmente acontece e nos deixamos levar. Acredito que está mais associado ao que sentimos, que nem sempre está alinhado com o que pensamos. Seguir a sincronicidade, nem sempre é seguir o fluxo.

Quem vive no fluxo, se sente tão pleno que possui uma confiança profunda na vida. Está feliz em estar aqui e agora, vivendo simplesmente, como se a vida fosse generosa só por nos permitir respirar. Pessoas felizes se amam, amam a vida e, por isso, também se sentem amadas. Escolheram viver em contentamento e acreditar que o melhor ainda está por vir. Sabem a diferença entre serem previdentes e acumuladores. Colocam a sua energia no dar e receber com equilíbrio e convicção em seus atos, como merecedores e retribuidores.

Isso não deve ser confundido com uma síndrome de Poliana, pois muitas vezes pode até ser um teste de fé. O importante é não se vitimizar. As dificuldades do mundo existem e estão aí para que possamos crescer ao superá-las, e temos que tomar cuidado para não cristalizar uma imagem de mundo cruel, de que estamos aqui para aprender através do sofrimento e todas aquelas formas pensamentos que podemos tornar reais, se assim acreditarmos. Isso é um ciclo desvirtuoso.

Momentos de tristeza e até uma certa depressão são termômetros super importantes para percebermos que nosso corpo, palavra e mente ou nossas ações, pensamentos/crenças e sentimentos estão desalinhados. São uma chance de corrigir este desequilíbrio.

Também observo que muitas vezes a insatisfação consigo mesmo vem de crenças sobre quem deveríamos ser ou que papéis deveríamos estar desempenhando em nossas vidas. Mesmo sabendo que o pior dos venenos é a comparação, pois nos deixa sempre em falta, parece que o mundo à nossa volta existe para nos dizer que não estamos aonde deveríamos ou gostaríamos de estar.

Acredito que ter um norte é importante, mas acima de tudo o que vale são os aprendizados do caminho. Estes podem virar pedras dentro de um saco pesado que somos obrigados a carregar ou experiências com as quais construímos a nossa estrada. Esta pequena mudança de perspectiva faz com que nos tornemos mais leves com os nossos erros, mais gratos pela vida e mais compassivos e amorosos com a gente mesmo.

É este estado de felicidade de quem ama completamente a si mesmo, está pleno e leve com a vida é o que procuro encontrar hoje em dia. É tornar real a frase “entrego, confio e agradeço”, sem o desespero de quem não tem outra escolha, mas com um sorriso no rosto.

Sempre fui uma pessoa positiva e alegre, mas recentemente descobri que tinha um constante estado de preocupação enrustido, com tudo e todos. Um crônico estado de CDFismo nipônico. Por mais que me visse como uma pessoa feliz e de bem com a vida, seria quase impossível isso ser verdade, neste sentido mais amplo de felicidade que eu almejo.

Ainda tenho muitos passos para dar, mas acho que estou cada vez mais entrando no fluxo, graças as pessoas preciosas que me tem servido de exemplo, e que sem perceberem deixaram o seu rastro de pão pelo caminho. Não são gurus, coachs de qualquer modalidade e a maioria nada tem a ver com estes assuntos. São apenas pessoas íntegras, conscientes da sua existência em evolução (sim, querem ser pessoas melhores!), que amam a vida, a si mesmas e o próximo, e que vivem da melhor maneira, um dia atrás do outro sempre carregando um sopro de energia por onde passam. Uma destas pessoas é minha querida irmã Marianne, que para mim é sempre uma grande mestra pelo exemplo, e é uma das pessoa mais desencanadas de religião e coisas afins que conheço.

Estas pessoas, acima de tudo me comprovam a tese: felicidade+fluxo=prosperidade. Tudo de bom.

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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