Vida e Bem Estar

EGITO, A GRANDE VIAGEM INTERIOR

“Qual animal caminha com 4 patas, na infância, com 2 patas, na idade adulta, e com 3 patas, na velhice?” O pueril enigma da Esfinge escondia o real mistério guardado pelos antigos sacerdotes da escola filosófica do Olho de Hórus. Na Verdade (“na idade de ver”), as verdadeiras perguntas da Esfinge aos viajantes das areias da planície de Gizé eram:- “Quem és? De onde vens? Para onde vais, se é que vais? Onde estás?” Há mais de 6.000 anos, desde o grande dilúvio bíblico, tais questões existenciais e herméticas continuam sendo formuladas, consciente ou inconscientemente, por cada mente humana. E as respostas, para mim, estavam enterradas naquelas areias, pedras, monumentos e hieróglifos egípcios antigos. Ou melhor, estavam gravadas nas memórias akáshicas do meu DNA ancestral de tantas vidas como “sacerdote do Deus Sol-Rá” que, novamente, entraram em sintonia e em ressonância com a vibração mágica e iniciática do Egito.

Foi no ano de 2008, e ao pisar no aeroporto e respirar o ar/prana do Cairo, alguma bioquímica especial já foi disparada no meu funcionamento cerebral. A sensação de prazer era imensa e familiar. Logo, ouvi de um funcionário local, que me reputou como egípcio:- “Ia Habib Salam Maleicom”!!! Surpreso, respondi, automática e intuitivamente:- “Maleicom Salam”!!! Eu só conseguia pensar e sentir aquela vibração sutil, pura e divina, ecoando no meu coração anestesiado… Que a Paz esteja convosco! Meus sentimentos, minhas palavras e meus pensamentos a meus pés. Era noite de lua cheia e céu estava estrelado. Ao chegarmos ao hotel, o recepcionista repetiu a mesma saudação em árabe direcionada, exclusivamente, a mim, presumidamente tido como egípcio, no meio de um grupo de turistas brasileiros composto de quase 20 pessoas. Encontrei uma explicação fácil no meu cavanhaque, no meu cabelo negro e cacheado e no meu semblante moreno da ancestralidade moura-ibérica. Mal sabia que não se tratava de uma simples coincidência turística o que me aguardava naquele país antigo, misterioso e irresistivelmente atraente para mim, desde minha precoce infância. Outro fato inusitado se seguiu e chamou minha atenção. Ao fazer check in no hotel, ouvi um mantra islâmico, doce e poético. Fui em busca da origem daquele som sedutor e encontrei uma grandiosa festa de casamento árabe, no salão de festas do nosso hotel. Cerimônia sagrada e iniciática. Fiquei paralisado. Fascinado, contemplei aquela celebração romântica, pura e emocionante. Reconheci o verdadeiro amor espiritual e incondicional daquela família, da qual me sentia parte, como uma tribo única… Integração cósmica. Êxtase absoluto.

Ao amanhecer do 1º dia, meus olhos voltaram do mundo dos sonhos surreais e contemplaram, emocionados, a inesquecível paisagem das 3 famosas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, com o deserto ao horizonte iluminado pelos primeiros raios divinos e paternais do Sol. Estonteante. Contudo, estávamos no inverno e uma neblina misteriosa ainda pairava no ar e subia colorida das areias da planície de Gizé, misturando-se com a brilhante luz solar, em tons de vermelho, alaranjado e amarelo. Sentia-me nas entranhas da Mãe Terra, nos primórdios da minha jornada terrestre… Do Cairo, voamos até Assuã, nas proximidades da nascente básica do sagrado rio Nilo, coluna vertebral do Antigo Egito. Conhecemos a gigantesca barragem produtora de energia elétrica e embarcamos em um cruzeiro espiritual em direção à foz coronária daquelas águas divinizadas, para uma verdadeira peregrinação chákrica pelos grandiosos Templos Antigos, construídos às margens – direita e esquerda – e sob as bênçãos fluviais do Deus Nilo. Assim como acontece com os 7 chákras vertebrais, cada templo visitado foi edificado para cultuar e vibrar um atributo divino diferente, oriundo da mesma centelha universal, com uma cor predominante e própria, um aroma de incenso específico, um mantra de poder exclusivo, um animal representativo de Poder. Com todos esses símbolos arquetípicos, os sacerdotes da Antiga Escola de Mistérios do Olho de Hórus ensinavam alunos, discípulos e populares de todos os níveis evolutivos individuais. Foi assim que passamos pelas iniciações de Abu Simbel, Kom Ombo, Edfu, Filae, Hatsépsut, Denderá, Saqquara, Vale dos Reis, Abidos, Ramseum, Luxor, Karnak, Esfinhe e a grande pirâmide de Queóps. Sem falar na romana Alexandria e no hebreu Monte Sinai, ao final da jornada.

Na impossibilidade de detalhar cada iniciação, neste breve depoimento, recomendo aos interessados o ótimo documentário chamado “O Olho de Hórus”, produzido pelo colombiano Fernando Malkún, para o canal de TV latino-americana Infinito, disponível no Youtube.
Como uma pequena amostra, relembro do educativo templo de Kom Ombo, em cujas paredes de granito estão esculpidas imagens milenares do Deus Sobek, o “Crocodilo”, o ego tridimensional, encarando o Deus Hórus, o “Falcão”, o Espírito liberto dos limites da prisão da matéria, em múltiplas cenas do espelho da Vida. Assim é. Assim deve ser. O Espírito deve aceitar e acolher a Matéria, que deve ser transfigurada e elevada, cristicamente, ou seja, através do aprimoramento reencarnatório chamado Vida, o “Ser” deve transcender o “Ter”, superando a dualidade das formas e se religando à unidade original do Éden, já experimentado pela divina, infinita e eterna presença “Eu Sou”. Por isso mesmo, todo aspirante egípcio ao sacerdócio, em Kom Ombo, era testado em sua Coragem, Sabedoria e Auto-Controle, ao vencer o medo da morte – o maior dos medos humanos e a maior das ilusões tridimensionais da Terra – num teste iniciático e submerso, realizado em tanques de granito, inundados e recheados de enormes crocodilos africanos do Nilo.

Da mesma forma, vivia-se a maternidade e o poder feminino, em Filae. O reconhecimento da verdade espiritual da existência, em Edfu. O casamento/integração divina, o fim da dualidade, em Abu Simbel. A contagem do tempo cósmico e a influência astrológica das constelações, em Denderá. A ciência física e metafísica da luz de cor branca do Mestre Seraphis Bay, nos complexos de Luxor e Karnak. A herança evolutiva do conhecimento deixado pelo sobrenatural Imohotep, em Saqquara, a 1ª pirâmide da Terra. E, finalmente, a perfeição angular cerebral do conhecimento total permitido a este plano setenário, bipolar, tridimensional, baseado no carbono e no amoníaco da vida material, animada pelo espírito, que pode ser encontrada, apenas, na grande Pirâmide de Queóps, em cujo sarcófago de granito vermelho da Câmara do Rei, há 2000 anos, o Bem Amado Mestre Jesus Sananda (“Iosef Ben Iusef”) recebeu o título justo e verdadeiro de Emmanuel (ou “Deus conosco”), após a maior das iniciações/renascimentos/ressureições reais, destinada a cada ser humano, na face da Terra.

Lá, atinge-se a Harmonia perfeita. Bebe-se na fonte inesgotável do Espírito e de seus 7 dons bíblicos elevados com o “up grade” crístico e alinhados com a origem estelar e cósmica do Homem, antes da sua viagem terrena.

O Egito está em muitos livros como a Bíblia, a Tora e o Alcorão, sem estar em nenhum. Está, sim, no livro da Vida (ou dos “Mortos”). Inesquecível. Indescritível. Transcendental. Universal. Extraterrestre. Eterno. Infinito. Absoluto. Integrado. Verdadeiro. Justo. Liberto. Em PAZ.

IA HABIB SALAM MALEICOM

Marcos Lopes Prado

Marcos Lopes Prado

Advogado especialista na área imobiliária, durante os últimos 20 anos, a sua busca pelo autoconhecimento o levou a estudar ciências esotéricas como a numerologia, a astrologia, o tarot, a maçonaria, a cabala, o hinduísmo, assim como a cultura atlante, os egípcios e os maias, sendo especialista em muitos destes assuntos.
Marcos é palestrante na Fraternidade PAX Universal (www.pax.org.br) e criador do programa “No Despertar da Nova Era”, via RádioPAX on line (www.radiopax.com.br).

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