Vida e Bem Estar

CURANDO A ENXAQUECA COM TERAPIAS COMPLEMENTARES

José Nelson Nogueira, 74 anos, muito bem casado há 40 anos, 3 filhos e 4 netos, empresário, formado em economia e pós-graduado em engenharia pela Mauá, há várias décadas, vem se utilizando dos benefícios das terapias complementares.

Com 7 anos de idade, ainda vivendo em Ribeirão Preto, sua cidade natal, descobriu que tinha herdado o mesmo mal terrível de sua mãe: a enxaqueca, uma doença que causa severas dores de cabeça, incapacitando a pessoa de fazer qualquer atividade. Segundo estudo epidemiológico, cerca de 15,2% da população brasileira tem enxaqueca, 13% cefaleia tensional e 6,9% cefaleia crônica diária. Dos 6,9% da população que sofre de encefaléia crônica, sendo 9,5% em mulheres e 4% em homens. Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que 75% da população adulta sofre com dores de cabeça no mundo.

Quando criança, as crises ainda eram poucas, anuais. Depois passaram a acontecer 2 vezes ao ano e Nelson percebeu que quanto mais a temia, mais ela comparecia. Praticante de esportes desde jovem, um dia, já na cidade de São Paulo, com 20 e poucos anos, resolveu atender a uma palestra na ACM, Associação de Cristã, sobre o Treinamento Autógeno.

Esta técnica desenvolvida pelo psiquiatra e psicoterapeuta alemão, Professor Doutor Johannes Heinrich Schultz, em 1926, se resume a um conjunto de exercícios de relaxamento, onde a pessoa focaliza determinadas partes do corpo e, ao mesmo tempo, mentaliza e repete como um mantra, frases específicas que associam o peso ao relaxamento muscular e o calor com a dilatação dos vasos sanguíneos. Por exemplo: meu braço direito está pesado ou quente.

Nelson fala sobre o dia que mudou a sua vida: “Eu era jovem, ainda era vendedor de aço importado, tinha uma reunião com um cliente muito importante e o meu chefe iria comigo. Neste dia, enquanto aguardava a hora de ir para esta reunião, estava conversando com a secretária quando, de repente, “tchan”, senti aquele incomodo familiar. Fiquei muito preocupado, pois como poderia deixar de ir a uma reunião daquelas. Pedi a chave do banheiro a secretária para que pudesse usá-lo com privacidade.

Entrando no banheiro, não tinha espaço para eu me deitar, então tirei os sapatos, a gravata, pendurei as minhas coisas e fiquei na posição que me pareceu a mais confortável, na postura de cruz, com a coluna bem encostada na parede, e comecei a fazer a sequência de exercícios do professor Schultz. Aos poucos, comecei a abrir os olhos, na expectativa de perceber se tinha conseguido vencer a dor e foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, pois não sentia mais nada.” Segundo Nelson, a sensação de ter adquirido controle sobre os ataques também fez com que estes diminuíssem.

Desde então, além de ter largados os remédios para enxaqueca, Nelson também continuou a se interessar e a buscar tratamentos alternativos ou complementares como yoga e outras técnicas oriundas do oriente, até a hipnose inglesa. Assim, percebeu que todas tinham pontos em comum que a autoindução através da focalização da mente.

Há uns 30 anos, Nelson conheceu a meditação Transcendental, uma técnica oriunda da Índia, desenvolvida pelo mestre Maharishi Mahesh, onde o praticante recebe um mantra pessoal. “Eu não sou uma pessoa mística, então para mim isso é muito difícil, mas um cara senta na sua frente, te dá uma rosa e o seu mantra pessoal que é secreto. Cada pessoa tem o seu. Eu tenho usado, é muito bom e resolveria o problema de muita gente”.

Nelson utiliza a meditação para lidar com o stress do dia-a-dia, seja no mundo dos negócios enquanto espera pelo resultado do fechamento do mês da sua fábrica, seja para encarar trivialidades como filas em banco e o trânsito de São Paulo. Depois de tantos anos de prática, Nelson criou o seu método próprio utilizando, principalmente, o treinamento autógeno, a meditação transcendental e, para insônia, uma “pitada” da auto-hipnose inglesa. Ele faz suas práticas todos os dias pela manhã, logo cedo, por quase uma hora, sendo cerca de 10 minutos dedicados apenas para a respiração.

Cerca de 17 anos atrás, Nelson levou Regina, sua esposa há 40 anos, para conhecer a meditação transcendental. “Eu não faço a prática tradicional, mas fico repetindo o meu mantra pessoal enquanto faço bicicleta na academia. Ajuda a relaxar”, diz Regina com um sorriso. Hoje, sua filha caçula, a publicitária e jornalista Fernanda, também pratica a meditação transcendental diariamente, por cerca de 20 a 30 minutos.

Além disso, Nelson faz esportes, regularmente, desde muito jovem. Ele e Regina sempre tiveram muita preocupação com a sua alimentação, tendo uma dieta com muitas fibras, frutas, verdes, líquidos e fazem, anualmente, uma semana de desintoxicação.

Este é o retrato de uma nova família que busca uma vida de hábitos saudáveis para o corpo e também para mente, cada um do seu jeito e adaptado às suas necessidades individuais. Um bom exemplo a ser seguido.

Saiba mais:
www.sbce.med.br
cefaleias.com.br
www.polbr.med.br
meditacaotranscendental.com.br

Redação

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