Crescimento Pessoal

CORAGEM DE VIVER

A palavra coragem tem sua raiz no latim “cor”, que significa coração e, segundo o mestre Osho, corajosas são as pessoas que vivem pelo coração.  E esta é uma verdade, ao menos na minha experiência.

O coração é aquele lugar onde o medo desaparece porque ele é uma fonte inesgotável de amor e não tem julgamento. Além disso, ele nos conecta com os nossos sonhos e com uma vida cheia de significado. O coração nos dá o impulso para tomarmos decisões em direção às coisas que queremos e nos faz sentir como verdadeiros super-heróis.

Só que ele não pode trabalhar sozinho para realizar os nossos sonhos.  Ele é a inspiração divina, mas não é a mão que fará o nosso trabalho, nem a mente que fará o planejamento de como chegaremos lá.

Quando descobri a força do meu coração, ele me deu muitos presentes e tem sido um grande aprendizado aprender a trabalhar este poder junto com outros. No começo, eu valorizei muito este poder, era algo novo e talvez tenha me deslumbrado um pouco. Não sabia que tinha que harmonizá-lo com os demais, ajustar todas as frequências para que o meu instinto de sobrevivência, com os meus medos e a minha mente cheia de informações e memórias, pudesse trabalhar com ele como uma equipe.

Não percebi que era uma área desconhecida, um amigo novo que eu ainda não entendia direito, a sua força e o seu ímpeto, a sua vontade e a sua coragem.  A coragem que traz resultado é aquela que produz atos conscientes, assertivos, focados no presente. E para que isso aconteça, é importante que nos esforcemos para que a nossa mente e a nossa ação estejam puras o suficiente para que as coisas aconteçam em nosso benefício. Se estas ainda estiverem muito presas a nossa história, não conseguirão se alinhar com o coração.

Especificamente, a mente focada no momento presente, sem ser dominada pelas experiências passadas é muito importante. Provavelmente, por isso, os grandes atos de coragem que conhecemos são de situações de risco, porque se a pessoa não está focada no momento presente ela dificilmente conseguirá ser bem sucedida num resgate ou em salvar alguém. Tanto isso é verdade, que quando uma pessoa tem um trabalho considerado perigoso ou faz um esporte radical e sofre um trauma, a sua capacidade de atuação fica muito prejudicada.

Mas voltando aos simples mortais na vidinha mundana, nós estamos muito acostumados a ter nossos pensamentos e atitudes dirigidos por nossas ambições, que são baseadas no medo e na falta; e na nossa mente, que possui toda a memória de todas as nossas experiências armazenadas como uma grande biblioteca. Estas informações estão pré-programadas na nossa mente e conduzem a percepções automáticas.  Fazendo um paralelo, uma pessoa que passa o dia todo com bois, enxerga a ponta de um cone branco e já acha que é um touro.

O nosso cérebro é um computador quântico  -considerado o computador do futuro e que muitos ainda nem entendem como ele pode funcionar ou o que poderá fazer – viciado nos mesmos caminhos porque ele é programado para ser eficiente. Além disso, temos padrões de comportamento e crenças muito antigos, de muitas vidas, pois carregamos toda a memória da nossa existência carregada no nosso DNA, na nossa memória celular (toda aquela parte considerada lixo e que mais uma vez apenas não compreendemos). Mesmo que não nos lembremos de nada, está lá. Algumas pessoas que fizeram regressão dentro de um processo de autoconhecimento, ficam estarrecidas em perceber como somos capazes de repetir os mesmos padrões de comportamento, principalmente, nas lições não aprendidas.

Um dia ouvi uma neurocientista dizer que não era possível um órgão que consome 20% da energia do corpo ser utilizado em apenas 10% da sua estrutura e que, provavelmente, nós é que ainda não sabíamos como o cérebro funcionava. Particularmente, eu concordo com ela e acredito que a neurociência ainda vai descortinar muitos segredos sobre quem somos de fato. De qualquer forma, é dentro deste padrão – medo, mente, ação- é que temos vividos por muitos anos e é necessário curar muitos registros para que o conjunto coração, corpo e mente possa trabalhar harmonicamente em benefício da pessoa.

É um processo de aprendizado de si mesmo, um aumento de consciência que o coração vem a acrescentar. São novas experiências que antes não teríamos coragem de viver e que tem sim, muitos tombos e novas feridas que antes queríamos evitar, mas que estarão trabalhando para o nosso verdadeiro crescimento e evolução, se soubermos aproveitar.

Passamos muito tempo na tríade da sobrevivência, na lei do mais forte e, agora, temos que desenvolver e construir a tríade do amor, controlando o medo, curando as feridas e usando a coragem para cuidar uns dos outros, como fazer os verdadeiros super-heróis.

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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