Crescimento Pessoal

BEM ME QUER, MAL ME QUER

“A essência do ser humano é o amor. Mas por conta dos choques de abandono, exclusão, humilhação e rejeição esquecemos do amor e aprendemos a odiar.” Prem Baba

Lendo estas palavras me lembrei que um dia me perguntei o que seria o mundo sem adjetivos. Aquelas palavras que dão tanto significado às coisas.

Todo mundo quer ser bonito, inteligente, rico e poderoso, sem perceber o peso e a responsabilidade que vem com tudo isso. É muito fácil começar a ter deslizes morais quando somos vistos e admirados por qualidades que, às vezes, nem enxergamos em nós mesmos.

Uma criança quando ouve muitas vezes que ela é especial pode se tornar um jovem ou adulto desajustado porque simplesmente não se acha capaz de cumprir às expectativas de ter que ser especial.

Enquanto qualificamos e tratamos de forma diferenciada pessoas que consideramos “especiais”, nos esquecemos que outras em volta podem estar clamando por amor e atenção fazendo muito barulho e até cometendo atos de violência para tanto.

Mesmo pequenas características como estar sempre atrasado ou falar muito alto podem ser formas inconscientes de estarmos testando o amor através da aceitação ou rejeição das pessoas.

O contrário também é verdadeiro. Podemos dar atenção demais às pessoas que consideramos mais fracas, sem dar a chance destas pessoas crescerem, e não darmos amor suficiente para as demais. A falta de amor tem sempre um impacto negativo sobre o ser humano.

A gente se esquece que todos nós temos pontos fortes e fracos, e algo a dar para o mundo. Todos temos um papel e precisamos da nossa parcela de amor e carinho.

Orgulho, inveja, vaidade, ciúmes, avareza, ódio, assim como todos os sentimentos de baixa vibração são filhos da escassez do amor. Onde imperam as frequências mais altas a vida flui de forma diferente e tudo começa a ser compatível com esta, incluindo a matéria.

Já que é impossível eliminarmos os adjetivos do nosso vocabulário, poderíamos começar a usar mais os que valorizam todos os seres, principalmente, tentar não discriminar ou exaltar tanto. Devemos lembrar que isso não faz bem nem para quem recebe tanta atenção quanto para quem fica sem nada.

Falamos tanto em diferenças e injustiças sociais que nem percebemos que tudo isso começa na nossa mente, na nossa percepção, na nossa visão do mundo.

Outro dia, um amigo compartilhou que um cego lhe disse que o ouvido era um sentido bem menos preconceituoso. O cego se sentia mais conectado com as outras pessoas do que quem enxergava. Ele provavelmente estava certo, pois o valor que damos hoje ao mundo das formas é grande demais.

Uma pessoa cega se preocupa mais com os demais sentidos e com certeza também com a sua intuição. Aprende a ouvir a sábia voz do coração, da qual tanto nos desconectamos.

Desaprender a odiar se inicia quando abaixamos as armas, que no nosso caso talvez seja apenas o abaixar dos nossos olhos com os rápidos julgamentos que eles processam no nosso cérebro.

“Ensaios sobre a Cegueira” de Saramago, mostrou como ficamos desorientados sem a visão, mas também nos explicitou que deveríamos depender menos deste sentido e desenvolver os demais, principalmente, o que vem do coração.

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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