Crescimento Pessoal

APRENDENDO A TER FÉ

Outro dia, conversando com São Tomé, levei um puxãozinho de orelha, porque pedi para ele me dar a virtude da fé bem ao estilo: por favor, dê-me o que lhe peço para que eu possa “ver para crer”, que esta história de fé funciona. E como santo não é santo à toa, ele me devolveu a seguinte resposta: a fé não se cultiva conseguindo o que se pede, mas compreendendo que  recebemos apenas o que é o melhor para nós.

Ao ouvir isso, sabia que era verdade, pois tive inúmeras provas disso em muitas ocasiões em minha vida, onde queria muito algo e, depois, realizei como foi fui afortunada de não ter conseguido, de empregos a namorados.  E parecia que a vida fazia questão de que eu visse esta realidade, num futuro não muito distante daquele momento, que me pareceu uma perda ou a não realização dos meus pedidos.  Então, o que eu não tinha entendido ainda?

Tenho pensado muito sobre o assunto,  pois,  afinal, dizem que a fé move montanhas, realiza tudo e, apesar de eu me considerar uma pessoa com grande poder de realização e que posso conseguir tudo o que quero, blah, blah, blah, às vezes, a vida prova com resultados que há controvérsias diante desta afirmação. Assim, sempre acreditei que ter fé daria uma mãozinha nesta parte controversa. Afinal, parece que é para isso que normalmente apelamos para a fé: para conseguirmos coisas, principalmente, as que consideramos difíceis ou impossíveis. Ou seja, acabamos pedindo com fé aquilo que, no fundo, não acreditamos que possa acontecer. Haja fé!

Eis que resolvo  iniciar meu conhecimento sobre o Bentinho Massaro e assisto um vídeo onde ele afirma, que admitirmos uma derrota ou que somos aquilo que não gostaríamos de admitir, nos dá um grande alívio e nos coloca num lugar onde  poderemos escolher ser e viver o que quisermos e, que boa parte do sofrimento está na energia que gastamos quando ficamos no jogo de querermos provar algo que a vida já provou não sermos capazes de realizar ou ser, ou seja, aquelas coisas que ficamos usando a fé para tentar conseguir, pensei comigo. Ele complementa dizendo que somos todos seres de um grande valor, pois esta é a única “verdade” e, intrinsecamente, sabemos disso. Por isso, entramos neste jogo de tentar ficar provando este valor ou que somos capazes ou que somos bons em algo, quando as referências externas acusam outra verdade. Este seria um dos jogos da dualidade e admitir a derrota nos alivia e nos deixa livre para ser o que quisermos, porque a realidade depende da perspectiva e da frequência da onde se enxerga uma determinada situação.

No processo de libertação de crenças e padrões, a gente aprende que o que foi dito por Bentinho está correto. Ficamos estupefatos em compreender como toda esta alquimia mental se materializa em nossa vida. Se acreditarmos que somos todos seres de grande valor, apenas experimentando diferentes pontos de vista ou realidades e que existe uma grande energia amorosa que só quer o nosso bem, em qualquer hipótese e sem julgamentos, poderemos sair do jogo da dualidade, do certo e errado, do bem e do mal sucedido, do bonito e do feio e apenas aceitar a experiência. Só assim, verdadeiramente, conseguiremos mudá-la, se assim quisermos e também pararemos de pedir tanto e, ainda, economizaremos um bom dinheiro em velas. Garanto que normalmente gastamos bem menos velas para agradecer do que para pedir!

Somando tudo, entendi que ter fé nada mais é do que acreditarmos que somos profundamente amados, apenas isso. E usar a fé para pedir qualquer coisa mundana e que beneficie só a nós mesmos, talvez já seja um modo de testar este amor e, assim, provarmos a nós mesmos que não somos  pessoas de fé.

Voltando ao início. Gratidão ao meu querido São Tomé que, provavelmente, se transformou em santo ao sentir este amor.

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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