Crescimento Pessoal

ANNA SHARP. UMA MESTRA E SUA BUSCA.

Anna Maria de Andrade Sharp, mais conhecida como Anna Sharp, é uma daquelas raras pessoas cuja sabedoria e autenticidade encanta plateias e ensina as pessoas a viverem melhor. Terapeuta com 9 livros publicados, também é muito conhecida pelos seus cursos, palestras e pesquisas no âmbito da paranormalidade, que resultaram no documentário “A Busca”. Anna Sharp já conta com mais de 10 mil alunos formalmente cadastrados e uma vasta gama de amigos e admiradores, entre eles, pessoas de renome internacional como a atriz Shirley Maclaine, Neale Donald Walsch, autor best-seller dos livros Conversando com Deus, Bert Hellinger, o pai da constelação familiar, entre muitos outros. Conheça um pouco mais sobre a sua história nesta conversa generosa que tivemos com ela.

Anna, você utiliza muito conhecimento da física quântica para tratar dos seus pacientes. Por que você largou a física? Como se deu esta sua transição da física para se tornar uma terapeuta reconhecida nacional e internacionalmente?
Na verdade, eu não estava fazendo a faculdade para me formar e ter um diploma. Minha vida sempre foi uma busca por respostas, uma necessidade que sentia desde os 11 anos de idade. Eu já tinha passado por muitas tradições religiosas e não tinha encontrado respostas. A física foi o meu último recurso e, finalmente, na Astrofísica, as respostas começaram a aparecer. Num determinado momento, em que eu estava com a vida muito tumultuada e cheia de dificuldades de todas as ordens, separada do meu marido, com 4 filhos entrando na adolescência, uma fábrica enorme quebrando na época da inflação, e eu tive um insight muito forte durante uma aula, em que revisávamos a matéria. Tudo fez sentido de repente!
No dia seguinte, repensei a minha vida, e resolvi colocar tudo o que havia aprendido em prática. Daí foi como mágica, de forma quase milagrosa, tudo começou a dar certo. E os meus amigos mais íntimos começaram a me perguntar o que eu estava fazendo e, naturalmente, eu comecei a dar aula em cima daquilo que eu havia encontrado.

Qual era a pergunta que você não encontrava a resposta?
Eram várias. Uma delas sobre ação e reação. Eu comecei a mudar minha ação quando me dei conta que era eu a responsável por tudo o que estava me acontecendo, e não mais o governo, as pessoas, enfim, era eu. E ao assumir esta responsabilidade, ao mudar a minha ação, milagrosamente veio a reação. Como o universo é abundante, a abundância veio na mesma hora. Ou seja, eu estava na abundância da escassez e aí, e usando a física, eu entrei na abundância de verdade.

Como você desenvolve os seus cursos? Eles tem uma relação entre eles?
Além de estudar física, estudei o Eneagrama de Gurjdieff durante 8 anos no Instituto Arica – NY , e me formei com o Bob Hoffman no processo Fischer- Hoffman, a partir do qual desenvolvi o Processo de Pesquisa Interior, em que trabalhei durante dez anos, acrescentando PNL e as minhas próprias ideias, oriundas do meu conhecimento da física e do Eneagrama.
Depois que eu fiz a peregrinação do Caminho de Santiago logo após o Paulo Coelho, comecei com o curso Caminho Real e, hoje, tenho vários cursos. Todos são um mergulho profundo para o interior e cada um oferece uma porta de entrada para o caminho do autoconhecimento, desde o processo de pesquisa interior, que utilizo mais em atendimentos individuais, onde você enxerga a sua programação, principalmente, a focada em pai e mãe; depois, o Caminho Real é sobre a caminhada para o interior, um encontro com os padrões de comportamento repetitivos. No curso Visão 360, eu comecei a trabalhar as crenças, fui além dos padrões. Já o Metamorfose é a descoberta do som interior, que é o nosso som original e único. Recentemente, saiu até uma reportagem que estão curando epilepsia com este som, que é o nosso primeiro som, quando os átomos começam a se agrupar para se densificar na forma. Este som dá uma freada no programa que a gente carrega. O Processo de Pesquisa Interior trabalha com o programa e o Metamorfose dá um freio neste programa através do som.
O Luz na Sombra é o nosso lado escuro, que colocamos embaixo do tapete para fingir que não temos. Ele integra o lado positivo com o negativo e sai um terceiro que é você completo. Não é você perfeito ou certinho, é você completo. Este lado negativo que a gente esconde, na realidade, quando não o aceitamos, não o integramos, ele nos torna uma pessoa muito fraca, porque ele é o nosso lado forte. Então é como se tivéssemos amputado metade de nós. Por exemplo, uma pessoa raivosa, se ela souber direcionar a sua raiva, ela será uma potência na construção de algo. A raiva tem uma função enorme na vida e a gente acha feio.
Já o Religare tem como objetivo limpar todas as memórias dolorosas ou negativas para que sejam liberadas todas as emoções e atitudes que atrasam a nossa vida. Utilizo a técnica do H´oponopono (de origem havaiana e que significa “desfazer o erro”), do Dr Hew Len Ken, da Reconexão, do Dr Eric Pearl, e a do Quantec, um equipamento criado por Peter Von Buengner, baseado nos estudos da radiônica, que utiliza o diodo de ruído branco para interagir com os nossos biofótons, colaborando com a restauração do equilíbrio energético.
Tudo isso, estruturado com a visão do que aprendi na física quântica e nas minhas próprias ideias e experiências.

Nos seus 35 anos de trabalho com pessoas, qual a grande questão humana que você percebe que carregamos?
A culpa. Algumas vezes, as pessoas nem tem a consciência que estão se sabotando por causa da culpa. O Eneagrama das Potencialidades, um tipo de trabalho que aplico muito em empresas e tem origem no sulfismo, demonstra que temos apenas 9 tipos de ego, com suas características. Só que a culpa faz com que experimentemos apenas o lado negativo destas características, o que é uma pena porque se as vivêssemos por completo, sofreríamos menos. Sofremos muito porque entramos em culpa por vivermos estas características apenas do lado negativo.

E falando em culpa, como o Curso em Milagres entrou na sua vida?
Como as coisas nunca acontecem sozinhas, na mesma época em que estava me questionando sobre ação e reação, o livro do Curso em Milagres caiu em minhas mãos. Uma amiga, a Gilda Grillo, me trouxe dos Estados Unidos a primeira edição do Curso em Milagres e eu fiquei encantada. Ela queria a autorização para trabalhar o livro no Brasil, mas não estava conseguindo. Como eu estava indo para a Califórnia, fui conversar com a Judith Wilson, presidente da Fundação da Paz Interior que detinha os direitos da publicação do livro, e consegui a autorização para a publicação do livro no Brasil, que repassei para esta amiga. Então, começamos com um grupo de tradução do “Um Curso em Milagres”, que se tornou um grupo de estudos também. Distribuíamos as apostilas traduzidas e xerocadas gratuitamente, e elas percorreram o Brasil de forma impressionante.
Cinco anos depois, a Gilda Grillo, repassou a autorização para uma aluna dela, Lillian Paes, que realizou uma nova tradução (a do livro atual), e fez uma publicação belíssima. A nossa tradução serviu de base para a divulgação da obra, já que era de amadores, e a Lillian era uma profissional excelente.
O Curso em Milagres coloca muito a questão da autorresponsabilidade, que tem muito a ver com o conceito de ação e a reação, e é algo que estamos começando a realmente aprender.

Depois do Curso em Milagres, você virou uma grande fã do Ho’ Oponopono, sendo uma das técnicas que aplica no seu curso Religare. Qual você acha que é a grande sacada do Ho’ Oponopono que a diferencia das demais técnicas?
A grande sacada é que ele é uma síntese da essência do “Um Curso em Milagres” inteiro, e eu conheço muito bem o curso, pois trabalhei 30 anos com ele e precisei entrar fundo nos seus conceitos.
O H´oponopono é algo muito simples e está muito mais para o ano 2015 do que aquilo que estudávamos em 1980. Hoje em dia, as pessoas não tem mais o tempo necessário para estudar o Curso em Milagres na profundidade que ele deve ser compreendido. Hoje, a Fundação do Um Curso em Milagres é um negócio milionário, onde se cobra para se formar professores, dar cursos, rs, etc. Na minha época não tinha nada disso, mas as coisas são assim mesmo, elas mudam e seguem o seu caminho.

Você poderia falar um pouco sobre o OMA, o OpenMind Academy, da Suiça, e sobre a tese que apresentou “O medo é desejo”?
O OMA é uma das academias mais sérias no mundo, que carimba novas ideias. A minha tese não foi apenas sobre “MEDO É DESEJO”, foi também sobre o DIAGRAMA DAS RAÍZES EMOCIONAIS, mas o grande impacto foi “O MEDO É DESEJO”, que foi amplamente aceito e compreendido.

Você poderia explicar um pouco melhor este conceito?
Primeiramente, é preciso separar o medo da autopreservação que é outra coisa. O medo, na realidade é algo antecipatório. Nós ficamos esperando que algo negativo ou desagradável aconteça conosco. E por que aconteceria algo desagradável? Quem é você para ter que viver algo desagradável? Nós vivemos na base da dualidade, do prêmio e do castigo, então, por que nós seríamos castigados com algum acontecimento infeliz? Por que pensamos nisso? Por que colocamos a nossa energia sempre tentando evitar o desagradável ao invés de usarmos esta energia para conseguirmos o que queremos? Minha tese explora estes pontos.

Parece que isso tem muito a ver com o Seminário Luz na Sombra.
Exatamente.

Você tem uma grande necessidade por respostas, o que fez com que passasse uma vida pesquisando fenômenos considerados paranormais que vão do Crop Circles (desenhos gigantes formados em plantações em questão de minutos) até pessoas com dons de cura como o João de Deus. Da onde vem esta sua necessidade e existe algum motivo em especial para que a maioria esteja ligada a saúde?
Eu sempre tive dentro de mim, uma necessidade de respostas muito grande e sai buscando. E busco até hoje.
Eu não vejo as minhas pesquisas como algo ligado a saúde, faço uma investigação no geral, mas sei que nós estamos dentro de um sistema falso que adoece as pessoas de culpa e medo. A minha busca, mais do que tudo, é pessoal. Eu já sei que a morte não existe, isso é óbvio para mim desde que vi e falei com minha avó, aos 11 anos, e descobri depois que ela já estava morta naquele momento. Isso despertou a minha busca por respostas. São santos, são ETs, são gurus, são vidas passadas… o que é? Não sei. Em todos os sentidos, eu não tenho medo do desconhecido, ao contrário, tenho uma atração muito grande.

No mundo, cada vez mais aparecem pessoas capazes de produzir fenômenos inexplicáveis. A que você atribuiria este fato? Esta busca termina?
O que a gente chama de fenômeno são simplesmente coisas que nós não compreendemos. Fenômeno é apenas uma forma de nomearmos e, a cada porta que eu abro, encontro mais 10. E continuo a abri-las. Tenho até uma certa ansiedade em morrer, sem sofrer, claro, e poder passar por esta porta maior e ver do outro lado.
Hoje, estou tentando captar recursos para produzir um novo documentário, uma sequência do “A Busca”, onde quero mostrar o trabalho de pessoas interessantíssimas como o russo Grigori Grabovoi, médium clarividente e com grande poder premonitório, que concebeu um método de cura vibratória através de códigos numéricos dos nossos órgãos; o Dr. Valentim, médico espiritual brasileiro que atende quase 3 mil pessoas por semana; o humanista francês René Mey, cujo trabalho e testemunhos também relatam vários casos de cura inexplicáveis; o americano Dr Eric Pearl com a sua Cura Reconectiva, entre outros.

Você tem uma frase interessante e divertida: “Eu sinto muito frio, portanto estou sempre vestindo a roupinha do ego”. No cotidiano, ego é algo importante para a nossa proteção?
Sem sombra de dúvida. Eu não conheci ninguém, nenhuma pessoa sequer sem ego. O que precisamos fazer é educar o ego. É como uma roupa bonita. Não podemos andar por aí com uma roupa desalinhada, suja. Precisamos vestir algo confortável, gostoso, que aqueça e não arranhe. Este é o trabalho do ego.

Apesar da sua linha ser mais lógica, você acredita na meditação como ferramenta do autoconhecimento?
Sem dúvida nenhuma, mas a minha meditação é de olhos abertos. Eu preciso parar e ficar no vazio, na observação. O lugar que eu moro é especial para isso, e eu preciso disso, de entrar em contato comigo mesma.
Eu já fiz meditação transcendental, zen budista. Acho que cada um encontra o seu canal e o meu é de olho aberto, contemplando natureza, a quietude, entrando no vazio interno para poder deixar entrar o todo. O ponto é conseguir permanecer um tempo como observador de si mesmo o que é fundamental.

Você acha que existe um momento no qual uma pessoa consegue se sentir completa?
Eu acho que nós temos picos de realização, mas esta completude em tempo integral, nunca vi. Eu acho que são ‘momentos’ de plenitude. E já vale!

Você pode conhecer mais sobre Anna Sharp, seus cursos empresariais e para pequenos grupos na incrível Toca do Saci, na Serra da Bocaina, e muito mais no site www. annasharp.com.br

Ana Cristina Koda

Ana Cristina Koda

Após mais de 20 anos no caminho do autoconhecimento e da espiritualidade, resolveu compartilhar suas visões e experiências pessoais, frutos das práticas de meditação, através de seus artigos. Seus muitos anos como profissional das áreas de marketing e comunicação são a base desta sua vontade de se comunicar, agora, com um propósito maior.
Vamos Meditar concretiza este sonho, que está se realizando e que dedica a todos os seres. Também dá aulas particulares de meditação e atende com terapias integrativas para quem quer seguir o caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.
Contato pelo email: anackoda@gmail.com

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